Especialista fala sobre origem da febre amarela e vacinação

Mais uma preocupação entrou no nosso dia a dia, a febre amarela. Muito se fala nos jornais, nas escolas, na vizinhança e dentro da nossa casa, mas as dúvidas ainda estão presentes. A febre amarela é uma doença oriunda da infecção por um vírus transmitido através da picada de mosquito.

Não são todos os mosquitos que transmitem a febre amarela. Ela é uma doença silvestre, ou seja, em localidades longe dos grandes centros urbanos sempre houve um risco maior de se contrair esta doença, pois o vírus circula pela natureza, principalmente no macaco, que é tão vítima nesta história quanto o homem, e não merece ser sacrificado indiscriminadamente como vem acontecendo. A morte destes animais em nada vai nos proteger, porque o vírus vai continuar circulando na natureza.

Cuidados nos Grandes Centros

Nas grandes cidades existe um mosquito chamado Aedes aegypti, que além de transmitir dengue, Zyka e chikungunya, pode transmitir a febre amarela. Por isso, temos que aplicar sempre o repelente, principalmente nas crianças. As áreas mais atingidas no sudeste estão nos limites entre RJ, ES e MG, porém dada a gravidade da doença, a vacinação está se estendendo gradualmente a toda a região.

Quem deve se vacinar

Quanto à vacinação, todos devem se vacinar! Salvo as exceções descritas nas orientações do ministério da saúde e seguidas por todas as secretarias de saúde, em nível estadual e municipal.

Por exemplo, crianças só podem ser vacinadas a partir de 9 meses. Pessoas que estejam fazendo tratamento com medicações que diminuem a imunidade devem conversar com seu médico e só se vacinarem após a sua autorização. Esta vacina é feita com vírus atenuado, ou seja, o vírus não está morto e sim menos ativo, então poderá haver algum sintoma da doença. Por isso quem tem a imunidade (sistema de defesa do organismo) diminuída não pode.

Pessoas alérgicas a ovo também não, porque o vírus da vacina foi criado em embriões de ovos. E os idosos? Bom, naturalmente o sistema de defesa do idoso diminui com o tempo, então há um risco maior de haver sintomas após a vacina. Por isso é importante que a saúde do idoso esteja equilibrada e suas doenças estejam compensadas. Pessoas acima de 60 anos devem procurar o seu médico e ele poderá autorizar a sua vacinação.

Lembre-se prevenir ainda é o melhor remédio!

 

Ana Lúcia Vilela é Medica graduada pela UFRJ, Especialista em Clinica Medica pela UERJ e Especialista em Geriatria pela SBGG/ AMB. Atua como Geriatra do INTO. Preceptora em psicogeriatria no CPRJ.

 

Fonte: Canção Nova

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